Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Famalicão descobre no Castro das Eiras as raízes mais remotas do concelho

Vila Nova de Famalicão tem em curso um plano escavações arqueológicas que estão a pôr a descoberto as suas raízes mais remotas enquanto povoação organizada e permanente. O ponto central é o Castro das Eiras, em Pousada de Saramagos, desenvolvido no âmbito do projecto “Iron Age II – Arqueologia e Defesa do Património Natural”.

Fonte: (19 Jul 2011) Ávaro Magalhães:  Diário do Minho: http://www.diariodominho.pt/conteudo/43521/Famalic%C3%A3o%20descobre%20%20no%20Castro%20das%20Eiras%20%20as%20ra%C3%ADzes%20%20mais%20remotas%20%20do%20concelho%20


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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Évora: Exposição mostra trabalhos arqueológicos em necrópole com 2 700 anos
conventodosremedios“Vinha das Caliças: Uma Necrópole da Idade do Ferro” é a exposição itinerante inaugurada em Évora, em que é feita a apresentação dos trabalhos arqueológicos efetuados naquela necrópole, descoberta junto à barragem do Pisão (Beja).
Patente ao público até 30 de junho, a mostra pode ser visitada no Convento dos Remédios, de segunda a sexta-feira, divulgou o município de Évora.
Os trabalhos arqueológicos na necrópole, com cerca de 2 700 anos, foram financiados pela Empresa de Desenvolvimento das Infraestruturas do Alqueva (EDIA), pelas necessidades de prosseguir as obras de construção de um canal de rega.
Com cinco dezenas de sepulturas escavadas no substrato de base – a caliça -, que dá nome ao local, o recinto funerário é do tamanho de um campo de futebol, tendo sido escavado em 2009.
Fonte: (03 Mai 2011). Rádio Diana FM: http://www.dianafm.com/index.php?option=com_content&view=article&id=23801:evora-exposicao-mostra-trabalhos-arqueologicos-em-necropole-com-2-700-anos&catid=19:alentejo&Itemid=44


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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
Escavações arqueológicas retomadas na Citânia de Sanfins 17 anos depois

A Citânia de Sanfins, em Paços de Ferreira, vai voltar a acolher uma campanha de escavações arqueológicas, o que já não acontecia há 17 anos.

Os trabalhos vão arrancar dia 30 de Agosto e serão coordenados por Armando Coelho, da Universidade do Porto.

As escavações contarão com o apoio de cerca de duas dezenas de alunos do Curso de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, incidindo na zona junto ao cemitério medieval, onde estão sinalizadas 34 sepulturas.

Quando esta campanha de escavações terminar, o que deverá ocorrer a 10 de Setembro, vai realizar-se no Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins uma sessão de encerramento, para apresentação dos resultados.

A Citânia de Sanfins é uma das estações arqueológicas mais significativas da cultura castreja do Noroeste peninsular e da proto-história europeia.

Está classificada como Monumento Nacional desde 20 de Agosto de 1946.

As primeiras escavações foram ali realizadas em 1895 por Francisco Martins Sarmento e José Leite de Vasconcelos.

A última intervenção arqueológica realizou-se em 1993.

Fonte: (9 Set 2010). JOrnal TVS: http://www.jornaltvs.net/noticia.asp?idEdicao=200&id=29084&idSeccao=3106&Action=noticia



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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
Descoberto próximo de Beja um dos maiores povoados fortificados da Idade do Bronze

A terceira campanha de escavações arqueológicas no Outeiro do Circo (Mombeja/Beringel) termina hoje e já é possível concluir que se está perante um dos maiores povoados fortificados da Idade do Bronze Final (1200-800 a.C.) do Sul da Península Ibérica.

O povoado, com cerca de 17 hectares, figura entre os maiores conhecidos desta época O povoado, com cerca de 17 hectares, figura entre os maiores conhecidos desta época (Foto: DR)

Durante as escavações realizadas nesta última campanha, que arrancou no início de Agosto, foi possível compreender como se estruturava a complexa muralha, que tem uma dimensão muito superior à inicialmente esperada pelos investigadores. É composta por um muro periférico de contenção a uma rampa de barro que consolidava a base de uma muralha na zona mais elevada. A conclusão dos arqueólogos é que toda a estrutura "servia como arma intimidatória mesmo a grandes distâncias".
O povoado, com cerca de 17 hectares, figura entre os maiores conhecidos desta época e que normalmente não ultrapassam os 5 a 6 hectares, "o que lhe permite atribuir um papel capital no controlo de um vasto e rico território no centro dos férteis "barros negros" de Beja.
Sabe-se também que o Outeiro do Circo não se encontrava isolado, mas dominaria uma vasta rede de pequenos sítios de planície que fariam a exploração deste território. É o caso de Arroteia 6, um pequeno povoado aberto, localizado a menos de um quilómetro do Outeiro do Circo. Este sistema defensivo apresenta-se muito complexo e "com raros paralelos no território nacional", acentuam os arqueólogos. Os trabalhos de pesquisa dirigidos pelos arqueólogos Miguel Serra e Eduardo Porfírio, membros do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto e da empresa de arqueologia Palimpsesto, dão continuidade aos realizados em 2008 e 2009.
Em anteriores escavações foi registada a presença de vários derrubes que fariam parte da muralha, juntamente com muitos fragmentos de cerâmica enquadráveis na Idade do Bronze, bem como vestígios de épocas mais recentes e outros de períodos mais recuados, comprovado na descoberta de um braçal de arqueiro.

Novas colaborações

Outra presença constante são os numerosos fragmentos de barro cozido, que poderão ter feito parte da estrutura da muralha, sugerindo-se a sua utilização como ligante para preenchimento de lacunas na construção, à semelhança do que se propôs para outros povoados muralhados da mesma época
As escavações integram-se no projecto de investigação A transição Bronze Final/1.ª Idade do Ferro no Sul de Portugal. O caso do Outeiro do Circo e são apoiadas pela Câmara de Beja, Junta de Freguesia de Mombeja e a empresa de arqueologia Palimpsesto.
Através da formalização de novas candidaturas, os responsáveis do projecto contam, no futuro, envolver outras instituições para prosseguir as investigações na estação arqueológica, que já em 1989 mereceu uma primeira apreciação num projecto elaborado pelos arqueólogos Rui Parreira e Teresa Matos Fernandes, sobre O Bronze do Sudoeste na Região de Beja, no então Instituto Português do Património Cultural.

Fonte: Carlos Dias (27 Ago 2010). Público: http://www.publico.pt/Cultura/descoberto-proximo-de-beja-um-dos-maiores-povoados-fortificados-da-idade-do-bronze_1453085



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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Construção de residência universitária revela a muralha mais antiga do Porto

Os vestígios vão ser preservados no local, incorporando o projeto de uma residência universitária que deverá estar pronta dentro de dois anos.

“Sabíamos que existia ocupação deste período, mas nunca tínhamos encontrado nenhuma estrutura. É uma muralha castreja, da idade do Ferro.

Segundo os especialistas, será do século II antes de Cristo”, explicou à Lusa Vítor Fonseca, da empresa Arqueologia e Património, responsável pelos trabalhos arqueológicos da obra da empresa Novopca no morro da .

À custa desta e de outras descobertas, o projeto de arquitetura foi revisto quatro vezes: das 150 camas inicialmente previstas, apenas vão ser instaladas 140, e aos cinco mil metros quadrados de construção somaram-se mais dois mil, porque as escavações deixaram a descoberto o piso -1 do edifício.

“Os custos aumentaram e a rentabilidade diminuiu. Mas temos a noção de que estes achados têm de ser mantidos. É uma articulação complicada. Por um lado valorizam o edifício, por outro condicionam”, descreve Patrícia Santos, da Novopca.

Este é um dos casos em que a importância da descoberta obriga à sua musealização, ajustando o projeto sem destruir a estrutura e permitindo a sua fruição pública, explica Belém Campos Paiva, arqueóloga da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN).

A entidade, tutelada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), é responsável por acompanhar de perto os trabalhos no centro histórico portuense.

E não tem tido mãos a medir: desde que a SRU foi constituída, em 2004, já foram feitas intervenções em cerca de 200 prédios (150 através de contratos e cerca de 40 através de parcerias que incluem os quarteirões de Carlos Alberto, Corpo da Guarda, Cardosas ou Morro da Sé), revelou à Lusa Rui Quelhas, administrador executivo da Porto Vivo.

Na DRC Norte, tanta intervenção obrigou a um trabalho acrescido e à criação de uma “linha verde, com mais reuniões e marcadas em menos tempo”, admite a diretora Paula Silva.

“Foram encontradas muitas coisas, muito interessantes, porque o Porto é uma cidade sobreposta, é um sítio com muita história”, acrescenta.

Dependendo da avaliação feita pela tutela aos vestígios encontrados, eles podem ser transferidos para museus ou pode criar-se uma espécie de memorial no local.

“No caso das estruturas (muros, alicerces, lageados), sempre que o projeto permite opta-se por não desmontá-las. Depois dos registos, é colocada uma proteção, e a obra prossegue como planeado. Caso a importância patrimonial o justifique, pode optar-se por deixar uma memória visível ou contar a história do lugar criando um espaço adequado”, descreve Belém Campos Paiva.

A preservação pelo registo é outra das hipóteses, esclarece João Pedro Cunha Ribeiro, subdiretor do IGESPAR.

“A lei do património exige, como princípio único, a preservação pelo registo. Muitas vezes, o material encontrado é volátil e não exige preservação no local. Os achados podem não ter a monumentalidade que exija a sua musealização e, nesses casos, fica o seu registo”, nota.

Fonte: (8 Fev 2010). LUSA.



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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Fenícios viveram em Lagos há 2800 anos.

Estudos geoarqueológicos recentemente levados a cabo na Rua da Barroca comprovam a ocupação desta zona no séc. VIII /VII a.C. Foram na passada Sexta-Feira, divulgados dados que alteram, por completo, o conhecimento do passado histórico de Lagos. A descoberta de que a História de Lagos é muito mais vasta do que se pensava até agora, pode mudar o futuro em termos históricos.

Achados arqueológicos, na sua maioria cerâmicas, apresentados em Conferência de Imprensa, vieram comprovar que a ocupação em Lagos,  por fenícios, será tão antiga como a fundação do 1º templo em Cartago, remontando ao séc. VIII / VII a.C..
Estas descobertas, realizadas no âmbito de sondagens geoarqueológicas levadas recentemente a cabo na Rua da Barroca, foram transmitidas no passado dia 24, em primeira mão, pelo Prof. Doutor Oswaldo Arteaga Matute, Professor Catedrático do Departamento de Pré-história e Arqueologia da Universidade de Sevilha e Director Científico dos trabalhos desenvolvidos e uma referência internacional nesta área.
 

 

Estudos geoarqueológicos na Rua da Barroca

Esta sondagem geoarqueológica consistiu em 28 perfurações, numa extensão de 282 metros, com uma profundidade máxima de 9 metros e envolveu apenas quatro técnicos.

Com esta técnica pioneira em Portugal, e utilizada pela primeira vez em Lagos, é possível estudar os sedimentos depositados no subsolo sem recorrer à escavação arqueológica convencional. Consiste em fazer uma pequena perfuração no solo, através de sondas, extracção e estudo da amostra.
Esta é, aliás, a aposta e o “método do futuro”, garantiu o Professor Oswaldo Arteaga, tendo em conta que “é muito mais económico, mais seguro, mais confortável, menos poluente (já que não existem entulhos), implica redução no pessoal e disponibiliza uma grande quantidade de informação”.

Estudos geoarqueológicos na Rua da Barroca

Para este estudioso, a geoarqueologia pretende “superar a arqueologia urbana, mas sempre partindo dela”. “É preciso entender o passado, para compreender e criticar o presente e podermos contribuir para os conhecimentos do futuro”, afirmou.

Estudos geoarqueológicos na Rua da Barroca

O Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso, lembrou que estes trabalhos foram desenvolvidos “numa das mais simbólicas e míticas ruas da nossa cidade, que conviveu directamente, durante muitos anos, com a Ribeira de Bensafrim e o mundo”. Recordando que já era certa a ocupação de Lagos por cartagineses, gregos e romanos, “o facto de se ficar agora a saber que esta ocupação remonta ao séc. VIII ou VII a.C., e por fenícios, é um marco importantíssimo na História de Lagos”.

Uma certeza partilhada pelo Director Regional de Cultura do Algarve, Gonçalo Couceiro, que adiantou ser “importante que haja progresso e revitalização nas cidades, mas é fundamental que haja sempre lugar para a arqueologia, que desenvolve trabalhos no sentido de poder revelar dados muito significativos para a história do nosso passado”. Adiantando que, hoje em dia, “a arqueologia continua a ser uma matéria muito controversa”, sublinhou o “trabalho inovador que se desenvolveu, pela primeira vez no país, aqui em Lagos, recorrendo-se à geoarqueologia”.

Os custos destes trabalhos geoarqueológicos, representaram um investimento na ordem dos 12 mil euros, que serão suportados pela EL,SA, consórcio responsável pela construção dos Parques de Estacionamento da Frente Ribeirinha e Parque da Cidade, área onde os mesmos decorreram.

Fonte: (27 Jul 2009). C.M.Lagos: http://www.cm-lagos.pt/portal_autarquico/lagos/v_pt-PT/pagina_inicial/noticias/achados_arqueologicos_barroca_2009.htm



publicado por Sérgio às 23:25
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Sábado, 6 de Junho de 2009
Descoberta importante necrópole em Évora com 80 sepulturas e quase 3000 anos

 Uma necrópole do segundo período da Idade do Ferro, com cerca de 80 sepulturas, e uma estrada romana foram descobertas próximo do aeródromo de Évora, na periferia da cidade, constituindo-se como um "importante achado" arqueológico, foi ontem divulgado.
"Face à movimentação de terras, descobrimos estas fossas [sepulturas] escavadas no substrato rochoso", explicou à agência Lusa o arqueólogo Telmo Pinheiro, responsável pelos trabalhos. Os achados arqueológicos foram descobertos há cerca de duas semanas, na sequência das obras do futuro Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, junto ao aeródromo da cidade.
"São aproximadamente 80 fossas, círculos escavados nas rochas, onde enterravam as cinzas juntamente com algum espólio, depois de cremarem os corpos", relatou o arqueólogo, indicando que a poucos metros do local foi também encontrada "uma mancha" onde era feita a cremação dos corpos.
Segundo o responsável pelo acompanhamento arqueológico das obras, os achados remontam ao segundo período da Idade do Ferro, 800 anos antes de Cristo (a.C.), quando os romanos chegaram a esta zona da Europa. "Algumas delas [sepulturas] foram remexidas e novamente tapadas. O próprio espaço, por ser sagrado, foi reaproveitado pelos romanos, tendo perdurado pela época romana", revelou, explicando que o espaço era habitado por comunidades autóctones que depois foram "romanizadas".
Lembrando que "na tradição romana as necrópoles estão sempre associadas a uma via", Telmo Pinheiro adiantou que foi descoberta uma estrada romana a cerca de 100 metros das sepulturas. "Este sítio vem ajudar a perceber como foi o processo de transição das comunidades locais com a vinda dos romanos e como é que desenvolveram a sua cultura e tradições", afirmou o responsável.
Para Telmo Pinheiro, trata-se de um "importante achado" arqueológico, já que "muitos dos estudos que estão feitos são baseados em fontes escritas e, neste caso, são vestígios". A estrada romana, provavelmente, vai ser reintegrada no projecto da obra e não será destruída e as fossas também vão ficar preservadas", precisou o arqueólogo.
Segundo o arqueólogo responsável pelos trabalhos, os importantes achados remontam ao ano 800 a.C.



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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Santarém: vestígios da alcáçova vão ser musealizados

As ruínas romanas e os vestígios da Idade do Ferro, junto ao Jardim das Portas do Sol, em Santarém, preparam-se para ser musealizadas, permitindo aos escalabitanos, e a quem a visita, ”espreitaram” uma ”nesga” do passado da cidade. A alcáçova de Santarém tem-se revelado ”riquíssima” para os arqueólogos, tendo as escavações actualmente em curso, no decorrer das obras de requalificação do Jardim das Portas do Sol, confirmado a presença de vestígios desde a Idade do Bronze até à época Contemporânea. Laurent Caron, do Departamento de Território, Arqueologia e Património, do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), responsável pela escavação, disse que os trabalhos iniciados em Setembro trouxeram à superfície uma cisterna romana ”inteira”, do século I, e um tanque que pode estar associado a esta estrutura, na zona exterior ao jardim. Para surpresa do grupo de arqueólogos do IPT, no interior do jardim foram encontrados enterramentos (13 corpos) do século XIII e alguns mais recentes, que podem estar associados à Igreja de Santa Maria de Alcáçova ou a uma Ermida de S. Miguel, o que não havia ainda sucedido nas escavações anteriores. ”Também na primeira vala apanhámos uma parede e um piso de cerâmica e uma fossa com material islâmico. Se se confirmar, seria a primeira vez que teríamos umas estruturas habitacionais desta época na Alcáçova”, disse Laurent Caron.

 Nas escavações realizadas nas valas abertas no interior do jardim, os arqueólogos encontraram ainda, entre muitos outros vestígios, material, da Idade do Ferro, associado à tecelagem e à metalurgia (atribuída à função militar), num ”sinal da importância que Santarém teria, ao ter fábricas de material militar no próprio sítio”, disse Laurent Caron. ”Encontrámos níveis da Idade do Ferro cortados na época medieval para fazer um grande aterro. Em quase toda a vala encontrámos esse aterro medieval, o que indica uma fase de planeamento do terreno nessa época”, afirmou.As obras em curso no Jardim das Portas do Sol, a concluir em Junho, prevêem a musealização dos vestígios romanos e da Idade do Ferro encontrados em escavações anteriores, agora alargadas para permitir a construção da estrutura. Esta fase de trabalhos permitiu não só descobrir a cisterna romana e meia dúzia de silos islâmicos que ”cortaram” muros e paredes da época romana, mas também vários níveis de uma rua romana, já detectada na escavação anterior. ”Tratar-se-ia de uma zona habitada, constantemente remodelada desde a Idade do Ferro”, época que se identifica num nível estratigráfico inferior e pela técnica de construção das paredes, adiantou.

Fonte:(23 Jan 2009).Jornal Torrejano: http://www.jornaltorrejano.pt/edicao/noticia/?id=2092&ed=655



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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Reino Unido: Caça-tesouros encontrou colar da Idade do Ferro

Um colar de ouro da Idade do Ferro, avaliado em mais de meio milhão de
euros, foi descoberto esta semana, por acaso, num terreno lamacento em
Newark, Nottingham, no Reino Unido. J. D. Hill, responsável pelo
departamento da Idade do Ferro do Museu Britânico, diz que "é uma
coisa fabulosa, o melhor achado da Idade do Ferro nos últimos 50
anos".
Maurice Richardson, um cirurgião de árvores que ocupa os tempos livres
como caça-tesouros, procurando objectos enterrados, já se preparava
para regressar a casa quando o seu detector de metais apitou. Era,
como esperava, mais um pedaço da fuselagem de um avião que se
despenhou durante a Segunda Guerra. Mas quando se baixou para pegar no
decepcionante pedaço de lata, a máquina voltou a apitar, e desta vez
com mais força. Descobriu, um valiosíssimo colar celta que terá sido
fabricado há 2200 anos.
Quando viu uma fotografia do colar, Hill pensou que alguém lhe estava
a pregar uma partida, porque parecia idêntico a uma famosa peça do
Museu Britânico, conhecida como torques de Sedgeford. Agora que pôde
confrontar os dois ornamentos, confirma que são "quase gémeos" e
acredita que possam ter sido fabricados pelo mesmo artífice. A
investigadora realça ainda a estranheza de o colar ter aparecido em
Newark, local sem tradições em matéria de achados da Idade do Ferro, e
de ter sido encontrado no cimo de uma colina. Igualmente insólito é o
facto de o museu de Newark ter conseguido adquirir a peça, já que
artefactos com esta importância e valor costumam ir parar aos museus
nacionais.
Ao abrigo de um programa governamental que pretende incentivar os
caça-tesouros a declarar os seus achados, Richardson e o proprietário
do terreno receberam já recompensas, cujo valor não foi divulgado.
Fonte: Luís Miguel Queirós (21 Nov 2008). Público.



publicado por Sérgio às 22:59
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Sábado, 8 de Novembro de 2008
Projecto de Valorização e Restauro Castro de Sabrosa

 

foto
Devido à necessidade de devolver ao concelho um património histórico valiosíssimo, o Castro de Sabrosa foi alvo de um projecto de valorização e restauro.
Este projecto foi candidatado ao programa comunitário Leader+, tendo sido comparticipado em 57% pelo FEOGA (Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola).
A intervenção foi dividida em várias fases: recolha bibliográfica e documental existente, limpeza da vegetação do denominado “reduto cimeiro”, definição das respectivas estruturas, reposição dos elementos pétreos, localização e descrição de algum espólio mais representativo resultante das escavações do arqueólogo Professor Doutor Santos Júnior.
Em vista a concepção de um percurso de visita a ser desenvolvido por um arquitecto paisagista, concepção de conteúdos e, por fim, desenvolvimento e implementação do projecto de arquitectura e consequente instalação.
Este projecto enquadra-se num conjunto de acções similares que derivam da proximidade com outros elementos patrimoniais de interesse turístico, que depois propiciam a criação de circuitos turístico/culturais e respectivos fluxos turísticos.
Fonte: (7 Nov 2008). Notícias do Douro: http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=238&id=13628&idSeccao=2625&Action=noticia



publicado por Sérgio às 14:52
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